Um dia, ao sair de casa no final da tarde para caminhar, como fazia todos os dias, fui abordada por um homem em uma moto. Ele me apontou uma arma e me mandou subir na garupa, me levando até um local com muito mato para abusar de mim.
Depois desse dia, eu fiquei com pânico de sair de casa sozinha, e muito traumatizada com tudo o que vivi naquele dia. Houve muita luta corporal e resistência de minha parte, tentando impedir aquele homem de encostar em mim. Em certo momento, quando eu já estava muito cansada, ouvi um carro passando por perto, juntei todas as minhas forças e dei um grito muito alto. Nesse momento, o homem saiu correndo, me deixando ali sozinha.
Passei uma semana inteira sem conseguir tirar ao menos um cochilo. Sempre que fechava o olho revia as cenas que vivi naquele dia. Ficava sentindo o cheiro daquele homem em cada canto da casa e até nas minhas roupas.
Comecei a sentir muita ansiedade e crises de pânico, e sentia muitas dores no corpo quase diariamente. Vi a minha vida parar no tempo porque não conseguia seguir em frente. Tinha medo de ir trabalhar, de ir à padaria, de sair para resolver alguma coisa na rua… Passei a ser dependente de outras pessoas para conseguir fazer as coisas fora de casa, e meus amigos tinham que se revezar para dormir comigo, porque eu não conseguia ficar em casa sozinha.
Quando fui para minha primeira sessão da TRG, não acreditava que conseguiria me sentir melhor com uma terapia. Mas, incrivelmente, no primeiro dia eu já consegui deitar e dormir a noite inteira. Ao longo das sessões fui me sentindo cada vez melhor, e fui percebendo uma melhora significativa na minha ansiedade e nas minhas crises de pânico, até chegar o dia em que me desafiei a ir até a padaria sozinha e consegui!
Eu mal consigo acreditar que hoje estou completamente livre do trauma que aquele homem me deixou. Que consegui voltar a viver a minha vida, realizar as minhas atividades e trabalhar. Eu só tenho a agradecer pela oportunidade de me recuperar de tudo isso e poder olhar para a vida com alegria novamente.
Tenho 28 anos e moro na casa dos meus avós desde que nasci. Tive uma infância muito difícil. Minha mãe vivia cansada e estressada por conta do trabalho, e sempre que chegava em casa descontava sua frustração em mim, o que tornou a nossa convivência muito conturbada.
Ela não tinha paciência comigo e sempre me castigava por bobagens. Já o meu pai, nunca demonstrou se importar comigo e eu mal o via, o que me deixou com um grande sentimento de rejeição. Por sorte, tive o amor dos meus avós, que sempre cuidaram de mim e me deram muito amor.
Assim, cresci em volta de muitas brigas familiares, e muitas delas por minha causa, já que, sendo criança, contava aos meus avós tudo o que minha mãe fazia comigo e que eu não gostava e achava errado.
Comecei a desenvolver medos que não sabia exatamente o que eram, e me tornei uma pessoa retraída e muito tímida, com uma dificuldade muito grande de me relacionar com as pessoas, e sempre aguentando muita coisa calada.
Tinha a impressão que me afundava a cada dia, sem perspectiva de nada. Ninguém levava a sério os meus sentimentos, e eu me sentia, cada dia mais, uma ninguém.
Hoje posso dizer, com toda confiança, que a TRG me trouxe esperança e me devolveu a alegria de viver. Demorou, mas descobri o que me causava dor e angústia, e hoje tenho uma força que não conhecia! Não aceito mais calada tudo aquilo que me faz mal. Tenho mais confiança em mim e, graças à TRG, estou feliz!! Esse processo mudou o meu futuro! Agora tenho disposição para seguir em frente. Gratidão!!
Eu era um homem cheio de medos. Estava passando por um dos piores momentos da minha vida, após o fim de um noivado de 5 anos. Eu já não tinha mais expectativas para o futuro, estava apenas sobrevivendo, e achava que não era capaz de realizar os meus sonhos.
Minha ex lutou muito pelo nosso relacionamento, mas algo em mim fazia com que eu estivesse sempre com um pé atrás, e com medo de me envolver em uma relação tão definitiva. Hoje, após passar pela TRG, entendo que esse medo se deu por uma questão traumática da minha infância.
Vim de uma família muito conturbada. Com meus pais divorciados, acabei sendo criado pelos meus avós paternos. Eu via o meu pai constantemente, apesar de não morar com ele, que trabalhava muito. Mas a minha mãe, após a separação, mudou de cidade e perdemos o contato.
Por conta dessa separação brusca da minha mãe, quando eu tinha apenas 6 anos, cresci me sentindo desprezado e sozinho, e isso me trouxe muitos medos, insegurança e tristeza.
Após o término do meu noivado, comecei a ter muitas crises de ansiedade. Estar sozinho novamente me fez reviver aqueles momentos de solidão… e foi minha ex mesmo quem resolveu me ajudar. Ela marcou uma consulta para mim com um terapeuta da TRG e, por 4 meses, me entreguei ao processo.
Hoje, após a terapia, eu consegui me reerguer. Sou muito grato à minha ex por ter me acolhido em um momento tão difícil, mesmo estando separada de mim. Hoje entendo que muitas vezes na minha vida faltou posicionamento e que sou sim capaz de conquistar e realizar os meus sonhos. Meu comportamento mudou tanto, que me senti seguro para tentar retomar o meu relacionamento. Estamos trabalhando nisso, e posso dizer que estamos muito felizes! Gratidão, TRG!
Quando eu tinha 4 anos, meus pais se separaram e eu perdi o contato com meu pai. Aos 10 anos, recebi a notícia que ele tinha falecido em um acidente. Minha avó, mãe dele, queria me forçar a ir ao enterro dele, mas eu não queria ir. Eu não sabia quem eram aquelas pessoas, não tinha nenhum tipo de ligação com ninguém da família dele, nem mesmo com ele.
Mesmo a contragosto, fui ao seu enterro. Eu o olhava dentro daquele caixão e uma raiva começou a me consumir. Raiva por todos esses anos que ele foi ausente. Raiva por não saber como ele era, por não conhecer a sua voz, por não ter sido cuidada e amada por ele.
Ele não tinha o direito de abandonar a mim e a meus irmãos. Ele não tinha o direito de ir embora assim… toda essa raiva e revolta me deixou muito abalada psicologicamente. E foi assim que, aos 10 anos, eu conheci a depressão.
Começou, então, a luta da minha mãe para me ajudar nessa fase difícil. Foram anos de tratamento com psicólogo, acompanhamento especial na escola e muita conversa e restrição dentro de casa, já que minha mãe tinha medo que eu fizesse alguma besteira.
Foi muito difícil crescer assim, mas eu cheguei aos 19 anos convivendo com a depressão e a ansiedade. Foi quando descobri a TRG. Reviver toda a minha infância no reprocessamento foi muito desafiador. Ter que encarar de frente tudo o que me machucava quase me fez desistir.
Mas aquela era a minha chance de seguir em frente e recuperar a minha alegria e vontade de viver, então me dediquei muito, a cada sessão, para me libertar de toda aquela dor. E que bom que eu insisti! Foi recompensador me sentir completamente livre de qualquer trauma, e conseguir olhar para o meu passado sem sentir qualquer sentimento negativo.
Agora me sinto pronta para viver e aproveitar cada momento. Estou livre dos traumas, das dores e de todo rancor que sentia pelo meu pai e sua família. Tenho até me aproximado dos meus avós paternos e tios. Tenho vivido a melhor fase da minha vida!
Aos 73 anos eu consegui resolver algo que me incomodava desde sempre, e que fez com que minha relação com minha esposa e minhas filhas fosse sempre muito difícil.
Eu sempre quis muito ter a minha família, e quando conheci a minha esposa, logo casamos. No primeiro ano de casados, ela engravidou. Vieram mais duas meninas depois, e nossa família foi sempre muito unida.
Sempre fui completamente apaixonado pelas minhas meninas. Dei sempre o máximo de mim para ser um pai presente na vida delas, mesmo trabalhando tanto.
Apesar de ser amoroso e atencioso, existia um outro lado em mim que era muito desagradável, e que foi motivo de muitas brigas entre mim e minha esposa: Eu ficava muito nervoso de repente.
Nunca cheguei ao ponto de agredir nenhuma delas, mas quando a crise vinha, era difícil controlar minhas palavras e o tom que eu usava. A gente estava conversando e rindo na mesa do jantar e, de repente, eu me transformava em outra pessoa.
Elas cresceram, mas minhas crises agressivas continuaram. Até que minha filha mais velha chegou em casa falando sobre a TRG e perguntando se eu queria agendar algumas sessões.
Durante o reprocessamento eu recordei que, por muitos anos, fui fumante. Quando a minha esposa descobriu a primeira gravidez, todo mundo começou a me pedir para parar de fumar. Aquela pressão para eu largar o cigarro me deixava nervoso. Quando eu pegava no cigarro ao lado da minha esposa, alguém já reclamava por eu fumar perto dela.
A terapeuta então trabalhou o tema de todas as vezes em que eu me deparava com o nervosismo de não poder fumar. Até que chegou no ponto em que me deparei com as vezes em que fui grosso com minhas filhas. Senti muito desconforto em reviver aqueles momentos, mas, com o passar das sessões, fui sentindo um alívio enorme.
Hoje, passadas 12 sessões, consegui me perdoar por todo o sofrimento que causei às minhas filhas, reuni coragem e conversei com elas sobre isso e foi um momento de muita paz e amor entre nós.
Estou muito feliz e com a sensação de leveza. A TRG transformou a minha vida quando eu já não tinha mais esperanças que isso acontecesse. Aos 73 anos, eu finalmente me tornei o pai que sempre sonhei ser. Gratidão!
Desde a infância eu vivo momentos muitos violento, e me relacionei com homens que seguiam a mesma linha…
Minha infância foi marcada por muita escassez, em um lar totalmente desajustado. Vi minha mãe sofrer muito nas mãos do meu pai, que a agredia diariamente e só a tratava com palavras duras e cruéis. Muitas e muitas vezes ela se colocou entre eu e meu pai, tentando impedir que ele me fizesse algum mal, mas poucas vezes realmente conseguiu me salvar das mãos daquele homem.
Fui molestada, violentada e agredida inúmeras vezes. Eu vivia com muito medo. Até mesmo na hora de dormir eu me sentia ameaçada, porque a cama em que dormia era tão velha que fazia um barulho muito alto cada vez que eu me mexia, o que acordava o meu pai e o fazia entrar no quarto já com o cinto na mão.
Como consequência, atrai relacionamentos igualmente nocivos. Me sentia sempre desvalorizada pelos homens com quem me relacionei. Fui agredida, abusada, impedida de trabalhar fora, isolada da família, e sofri sozinha por anos e anos. Tudo só mudou e melhorou em minha vida depois que conheci a TRG.
Relembrar tudo o que aconteceu pareceu doloroso no início, mas com o passar das sessões eu fui conseguindo sentir a paz que esse procedimento trazia. A dor, a tristeza e a raiva foram desaparecendo aos poucos, até que me vi completamente livre de qualquer sentimento ruim que as lembranças do passado me deixaram.
Ao receber alta da terapia, eu me senti forte para encerrar o ciclo de dor e sofrimento em que vivi por longos 31 anos… Me afastei do meu pai e não senti medo ou remorsos por fazer isso. Acabei um relacionamento de 6 anos que vinha me fazendo mal. Comecei a olhar para a vida e ver beleza em levantar cada manhã.
Hoje agradeço a Deus pela oportunidade de estar viva, e agradeço à TRG pela oportunidade de poder aproveitar isso! Me sinto pronta para ser quem sou!
Agradecimentos
